João Fonseca não joga uma partida oficial desde 16 de agosto, quando venceu o holandês Botic van de Zandschulp no Masters 1000 de Cincinnati. Logo depois daquela vitória ele sentiu o abdômen, abandonou o torneio antes da terceira rodada e, no dia 24 de agosto, anunciou que estava fora do US Open.
No comunicado, o brasileiro explicou que fez exames, começou o tratamento e que ele e a equipe concluíram que precisava de mais tempo para voltar a competir em alto nível. Foi o único Grand Slam do ano que ele não disputou: jogou o Australian Open, Roland Garros e Wimbledon.
A volta está marcada para os dias 18 e 19 de setembro, pela Copa Davis, contra a Suíça, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. Jogar em casa, diante da torcida brasileira, é um jeito menos arriscado de reencontrar o ritmo do que estrear direto num torneio do circuito.
Ele também ficou de fora da Laver Cup, disputada neste mês, quando o capitão Andre Agassi fechou o Time Mundo sem o brasileiro. A primeira chance de voltar a somar pontos no ranking deve ser o ATP 500 de Tóquio, no fim de setembro, seguido pelo Masters 1000 de Xangai.
Fonseca chega para esse retorno como número 26 do mundo, com 19 vitórias e 13 derrotas na temporada. Lesão no meio do ano é justamente o tipo de coisa que derruba ritmo, e a Copa Davis dá a ele duas partidas num ambiente controlado antes da sequência asiática.
Atualização de 15 de setembro: no ranking divulgado em 14 de setembro, já sem os pontos do US Open do ano passado, Fonseca caiu três posições e aparece agora em 29º, com 1.750 pontos.