Dois dias depois de ganhar seu jogo na Copa Davis, João Fonseca avisou que não vai para a Ásia. Na segunda-feira, 21, o carioca de 20 anos, 28º do ranking, anunciou nas redes sociais que está fora do ATP 500 de Tóquio, de 30 de setembro a 6 de outubro, e do Masters 1000 de Xangai, de 7 a 18 de outubro.
"Conversei muito com o meu time e chegamos à conclusão de que o melhor caminho, neste momento, é respeitar os sinais, dar um tempo para o meu corpo e para a minha cabeça", escreveu. Ele terminou o texto com um "nos vemos em breve", sem dizer quando.
A decisão tem história. A lesão no abdômen já tinha tirado Fonseca do US Open, e ele ficou mais de um mês sem jogar até reaparecer no Rio, contra a Suíça, quando precisou de três sets para vencer Dominic Stricker. Pela contagem do site Brasil Tênis, com Tóquio e Xangai são nove os torneios que ele deixou de jogar por problema físico em 2026.
A conta aparece no ranking. Tóquio e Xangai eram duas boas chances de somar pontos, e sem elas fica mais difícil se segurar entre os 30 primeiros até o fim do ano. Segundo o Brasil Tênis, a ideia é voltar a partir de 19 de outubro, já na temporada europeia de quadra coberta. É onde está o título que mais pesa para ele defender: a Basileia, o ATP 500 que ele conquistou em 2025.
Aos 20 anos, com dois títulos de ATP no currículo e uma vitória sobre Novak Djokovic em Roland Garros, Fonseca tem tempo. Três semanas de avião, fuso e quadra rápida na Ásia, com o corpo pedindo pausa, talvez custassem mais do que os pontos que ele deixa de disputar.