Os parciais contam a história: 3/6, 7/5 e 7/6 (13). Guto ganhou o primeiro set, levou a virada no segundo e ainda empurrou o terceiro até um tie-break que foi a 13 pontos. Perder assim, no detalhe, depois de três horas, é diferente de perder por diferença de nível.
O ano dele já tinha sido histórico antes disso. Em junho, Guto virou o primeiro brasileiro a vencer o simples juvenil de Roland Garros. Semanas depois, faturou Wimbledon nas duplas. Chegou ao US Open como campeão em exercício e saiu como vice.
Do outro lado, o título encerrou um jejum de dez anos dos Estados Unidos no juvenil — o último campeão americano tinha sido Taylor Fritz, em 2015.
Para quem joga, fica o detalhe que não aparece no placar: uma final decidida em tie-break de 13 pontos é ganha no ponto a ponto, não no golpe espetacular.